A Conquista da Palestina


SEGUINDO A NARRAÇÃO BÍBLICA...
 

29 Ao chegar à terra prometida, a Palestina, o povo Hebreu depara-se com uma infinidade de povos guerreiros que lá habitavam:

Conquista da Palestina

 

Comentário 01: “POR QUE OS HABITANTES DE CANAÃ FORAM SUBSTITUÍDOS PELOS HEBREUS?”
 

Guerra na Palestina

A Bíblia nos revela que Deus não estava nem um pouco satisfeito com os habitantes de Canaã. Ela esclarece que eles eram povos pagãos que tinham diversas divindades, muitas delas cruéis que exigiam sacrifícios humanos e que foi exatamente por causas destas e de outras práticas que Deus os expulsou da palestina, colocando em seus lugares o povo hebreu.

 

Comentário 02: “POR QUE OS HEBREUS DESEJAVAM TANTO MORAR EM CANAÃ ?”
 

Canaã era uma terra muito pobre, de dimensões pequenas e habitada e cercada por povos guerreiros. No entanto, os hebreus a desejavam como se fosse um paraíso. Por que isso acontecia?

Cinco situações podem ser lembradas para que se entenda porque o povo hebreu supervalorizava a terra de Canaã:

- Inicialmente, é preciso lembrar que existia uma promessa, vinda de Deus, que havia sido dada a Abraão, patriarca do povo hebreu. A promessa falava de uma terra, Canaã, que seria entregue aos seus descendentes.

- A segunda coisa a ser percebida, é que, de alguma forma, essa promessa não foi apagada do coração dos hebreus, apesar dos 430 anos de escravidão no Egito.

- Uma terceira observação é que a condição de escravos, por si só, já seria um fator importante para a valorização de Canaã. Isso porque escravo não tem direito algum, muito menos a uma propriedade. Assim, somente o pensamento de ter algo seu criava uma boa expectativa a respeito dessa terra.

- Um quarto ponto, é que após saírem do Egito, o povo hebreu perambulou no deserto durante quarenta anos. Durante essa estadia, Moisés dizia ao povo que a terra onde Deus os colocaria jorrava “leite e mel”. Ora, para quem mora no deserto, a simples menção de uma terra que possua condições de gerar leite e mel, é, certamente, um verdadeiro paraíso.

- Por fim, temos o fato dos hebreus acreditarem que todo o processo que os levava a entrarem em Canaã acontecia devido a vontade direta de Deus.

 

Comentário 03: “SEMELHANÇA ENTRE Sodoma e Gomorra e AS CIDADES de Canaã”
 

Encontramos semelhanças entre o que aconteceu com Sodoma e Gomorra e os habitantes de Canaã.

Em Sodoma e Gomorra superabundava a depravação sexual e outras práticas imorais.

Em Canaã, a maldade materializava-se através de atos como a adivinhação, a astrologia, os agouros, o feiticismo, a magia, o Espiritismo, a adivinhação, a invocação dos mortos, entre outros cultos pagãos.

Tanto as ações dos povos das cidades de Sodoma e Gomorra como as das cidades de Canaã eram consideradas por Deus como práticas abomináveis.

As penas por seus delitos foram diferentes, mas tiveram o mesmo efeito. Sodoma e Gomorra foram alvos de “uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu, que destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo” (Gen 19, 24-25), enquanto os habitantes de Canaã foram dizimados pelos Hebreus através de lutas em batalhas (Deut 18, 9-14).

Leia Deut 18, 9-14

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao ESPIRITISMO, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, ABOMINA aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. As nações, que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite.”

 

Comentário 04: “POR QUE O FIM DE SODOMA E GOMORRA FOI DIFERENTE DAS CIDADES DE CANAÃ?”
 

Diferentemente de Sodoma e Gomorra, que foram destruídas por fogo vindo do céu, no caso das cidades de Canaã, a metodologia de Deus foi dar condições espirituais aos hebreus para combaterem e vencerem os habitantes dessas cidades, homens mais fortes e mais bem preparados.

A intenção maior era a formação espiritual do povo hebreu. Assim, os hebreus foram se desenvolvendo, durante e após a conquista de Canaã, sabendo que deviam afastar-se das práticas que eram exercidas nas cidades de Sodoma e Gomorra e dos costumes dos povos que habitavam em Canaã.

 

Comentário 05: “DEUS ORDENAVA MATAR PESSOAS INOCENTES?”
 

Encontramos, no Antigo Testamento, especialmente no período da conquista de Canaã, muitas passagens onde o autor bíblico refere-se a Deus como aquele que mandava matar os povos que eram contra a ocupação do povo Israelita. Como exemplo disso, temos Josué 11, 18-20: “Durante muito tempo combateu Josué contra esses reis. Não houve cidade que se rendesse pacificamente aos israelitas, exceto os heveus de Gabaon. Foi necessário que se tomasse tudo à força, porque era o desígnio do Senhor que se endurecesse o coração desses povos e que combatessem Israel; desse modo Israel pôde votá-los ao interdito sem piedade, e exterminá-los, como o Senhor tinha ordenado a Moisés”.

Para que se possa entender esta delicada parte da Bíblia é preciso que o leitor, antes de qualquer coisa, situe-se dentro da época em que o autor bíblico escreveu os textos sagrados.

Segundo aqueles critérios culturais, Deus era o verdadeiro líder do exército hebreu e a ele se dava todos os créditos pelas vitórias. Os hebreus O chamavam de “Senhor dos exércitos”. Na realidade, todas as nações primitivas viam seus deuses como líderes de seus exércitos. A diferença destes povos para Israel era que esse era o único que tinha como guardião um único deus.

Também é preciso ter em mente que, para os primeiros hebreus, a idolatria era um pecado gravíssimo, punido com morte. Como os povos que Israel passou a manter contato, ao entrar na Palestina, tinham diversas divindades, acreditava o autor bíblico que Deus lutava com eles para castigá-los por levarem Israel para a idolatria.

Por fim, os escritores bíblicos acreditavam que os inimigos de Israel eram também inimigos de Deus e que todas as conquistas vinham diretamente das mãos do Senhor.

Então, diante dessas explicações, percebe-se que a posição do escritor bíblico, nas sequências que falam de extermínio de pessoas, pode não refletir sempre a verdade de Deus, a sua vontade, pois as questões culturais da época, nesse aspecto comentado, podem ter pesado muito quando os textos foram escritos.

Não se pode, entretanto, confinar a Vontade e o Poder de Deus ao entendimento humano, especialmente o atual, onde se procura colocar o homem como intocável, não importando o que tenha feito ou o que possa, de mal, ainda fazer. Portanto, em certas ocasiões, é certo que o próprio Deus tenha mandado que Israel exterminasse pessoas e até Ele próprio tenha feito desaparecer tanto pessoas como cidades inteiras, como foi o caso de Sodoma e Gomorra, onde a maldade dessas cidades chegaram a um nível tal que atraíram a cólera do Senhor.

Que ninguém se escandalizasse com tais palavras, pois é preciso que o homem tenha em mente que Deus, apesar de ser Misericórdia e Amor, é também JUSTIÇA. Lembrem-se, no dia do julgamento estaremos realmente diante de um Deus cheio de amor e complacência, mas nosso veredito será dado mesmo é por sua Justiça Divina, conforme Lhe tenhamos sido fiel nesse mundo. Por essa razão, é que não podemos fazer o que bem entendemos com nossas vidas, pois a Ele ela pertence.

Não cometamos o erro do mundo atual de considerar Deus uma espécie de Papai Noel, onde tudo é permitido, tudo é aplaudido e incentivado, mesmo as maiores aberrações contra a vontade do Senhor. Tais pessoas consideram que podem fazer qualquer coisa, pois no final serão perdoados e aceitos no céu. Isso é uma grande mentira do diabo para levar os homens ao inferno.

Infelizmente, hoje em dia, até sacerdotes, amenizam esta verdade e pecam ao repassar as suas ovelhas esse entendimento errado: de que Deus é apenas Amor, tão somente. Dessa forma, nas confissões, esses sacerdotes deixam de chamar a atenção de seus fiéis com a dureza exigida para determinados pecados e, assim, não os alerta de que sua continuidade os levará, com certeza, ao inferno. Ao amenizar pecados graves, acabam por não dá, aos seus confidentes, a oportunidade de reabilitarem-se diante do Senhor, o que seguramente levará a ambos, sacerdote e fiel, um dia, a conhecerem a Justiça de Deus.

 

Comentário 06: “POR QUE DEUS NÃO ENSINOU LOGO AOS HEBREUS O QUE ERA ERRADO?”
 

Na realidade, isso aconteceu. Deus ao enviar os dez mandamentos estava ensinando aos hebreus normas morais de conduta. Lembre-se que os mandamentos que Moisés recebeu de Deus falavam de paz e respeito e não de dominação e guerra.

Na prática da vida, o que acontece é que a revelação de Deus é PROGRESSIVA. Ela não acontece toda de uma vez porque é preciso que o homem se desenvolva espiritualmente. O principal é que aprenda a ter Deus como Senhor de sua vida, pois é somente a partir daí é que seguirá Suas ordens.

Perceba que o que aconteceu com o povo hebreu no Antigo Testamento acontece, hoje em dia, em nossas vidas.

O que Deus deseja para nossa vida vem aos poucos. Primeiro Ele nos chama, nos atrai de algum modo. Às vezes respondemos logo e outras vezes, não. Ele, no entanto, nunca desiste e insiste em criar situações para que O percebamos. Algumas vezes são situações tristes, outras alegres. Em certo instante, deparamo-nos com Deus e o adoramos, prometendo fidelidade. Depois, o esquecemos e colocamos em Seu lugar as coisas do mundo. Ele volta a nos chamar. Voltamos novamente nosso olhar para Ele e prometemos eterno amor. Cada vez que reencontramos Deus o amamos mais, pois percebemos que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. É um árduo caminho onde muitos desistem. Até nossa total conversão, como fizeram os hebreus em Canaã com os outros povos, teremos machucado muita gente.

 

Comentário 07: “O DEUS DO ANTIGO TESTAMENTO É JESUS?”
 

Não há diferença entre o Deus do Antigo Testamento e Jesus. Como diz o próprio Jesus em Jo 10, 30: “Eu e o Pai somos um”.

O que se percebe com a continuação dos capítulos bíblicos é que os demais autores passaram a tratar Deus, não mais como o “Deus dos exércitos”, mas como “Deus da misericórdia e do amor”. Isso é facilmente percebido nas passagens que tratam dos profetas do Antigo Testamento, pois eles dão a conhecer que Deus não queria guerra nem violência, mas a paz.

Assim, à medida que os capítulos vão se sucedendo, percebe-se que Deus vai se revelando, mostrando quem realmente é. A plenitude dessa revelação, no entanto, somente acontece nas páginas dos Evangelhos, quando encontramos Jesus Cristo. É aí que se percebe o quanto Deus (“do Antigo Testamento”) queria a paz e o amor e não as guerras, e que todos os seus ensinamentos e intervenções procuravam levar a isso.

Nunca esqueçam que a bíblia não é a história de super humanos ou homens totalmente santos. Na verdade, os personagens bíblicos são homens comuns, como nós, fracos de temperamento e facilmente seduzíveis, apesar de sedentos de Deus. Eles desejavam Deus, apesar de ainda não terem consciência de quem era e o que desejava realmente. Havia uma ânsia de segui-LO e adorá-LO, mas não se sabia, exatamente, como fazer isso. Foi preciso Jesus revelar-se para que fosse conhecida Sua vontade, Sua verdade e o Seu modo de agir.

Assim como os homens do Antigo Testamento, trilhamos caminhos tortuosos, ora de maneira certa, ora errada, mas sempre em busca de uma salvação que nos foi prometida no início dos tempos. A nossa vantagem em relação a eles é que sabemos quem é Deus e o que deseja de nós. Aproveitemos, então, essa oportunidade.

 

Comentário 08: “OS HABITANTES DE CANAÃ NÃO PODERIAM CONVIVER COM OS HEBREUS?”
 

No início, quando Abraão ouviu o chamado de Deus, Esse o prometeu que dele faria um numeroso povo e que seus descendentes habitariam em Canaã. É certo, portanto, que os hebreus iriam morar na Palestina.

Dois são os motivos porque os hebreus não tinham como conviver com os habitantes de Canaã:

- De um lado, temos os hebreus, enfraquecidos espiritualmente, por terem saído do Egito depois de 430 anos de escravidão.

- De outro lado, temos os habitantes de Canaã cultuando inúmeros deuses pagãos, o que poderia atrair o povo hebreu ao pecado.

A convivência desses dois povos, certamente, levaria Israel ao esquecimento da Aliança que havia feito com Deus.

Deus, durante 40 anos, tentou formar os Israelitas no deserto. A intenção era prepará-los para que não deixassem sua fé quando entrassem na Palestina. Apesar dessa formação, o que se percebe nas escrituras é que eles ainda estavam extremamente frágeis.

Por isso, Deus, temendo a influência das praticas religiosas pagãs, decidiu expulsar, de Canaã, os povos que lá habitavam.

A intenção de Deus foi preservar o povo da promessa, pois caso contrário, devido às práticas abomináveis que os habitantes de Canaã cometiam, poderia prejudicar a formação do povo hebreu e afetar o plano de salvação que havia prometido para o homem.

 

Comentário 09: “A DIVISÃO DAS TRIBOS”
 

Após subjugarem os povos que habitavam a terra de Canaã, os hebreus a dividiram em tribos. Essas tribos tomaram os nomes de Rubens, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zabulão, Dan, Neftali, Gad, Aser, Benjamim, Filhos de Jacó; e de Efraim e Manassés, filhos de José.

Será da tribo de Judá, segundo a profecia de Jacó (Israel) em seu leito de morte, que virá o Messias, o Redentor do mundo. (Gen 49, 8-10: “Judá, teus irmãos te louvarão. Pegarás pela nuca os inimigos; os filhos de teu pai se prostrarão em tua presença. Filhote de leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-se, deita-se como um leão; como uma leoa: quem o despertará? Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos”.)

A tribo de Levi não recebeu território à parte, pois Deus a designou para o ofício sacerdotal e quis ser Ele mesmo sua porção e sua herança. (Josué 13, 33: “À tribo de Levi, porém, não deu herança alguma, porque o Senhor, Deus de Israel, é a sua herança, como ele lho tinha dito.”).

 

Comentário 10: “ACRESCENTANDO...”
 

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